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domingo, 17 de junho de 2012

O MENINO E O BARCO


O  MENINO  E O BARCO

Visual:  Usar uma folha de jornal e dobrá-la para fazer uma barquinha. Conforme você conta a história, vai fazendo o barco até que ele vire uma camisa.


Roteiro:

            Era uma vez um menino que gostava muito de andar sozinho pela rua mas, papai disse:
            - Filhinho eu não gosto que você ande na rua sozinho. Há coisas perigosas.
            - O que você acha que é perigoso, papai?
            - Sabe, há pessoas que gostam de roubar crianças. Então, se mamãe ou papai estiverem com você, não há perigo. Mas, sozinho...
            - Se um ladrão vier, eu dou um ponta pé nele e fujo correndo. Eu sei correr muito depressa- Disse o Tiago.
            - Você é que pensa filhinho. Os ladrões têm carros e têm também muita força, e arrastam as crianças para dentro dos carros.
            - Eu grito, grito e todo mundo vai ouvir.
            - Nem assim adianta filho. O ladrão tapa a sua boca com força. Você é pequeno e ele é grande.
            - Chi...então o que faço papai?
            - Ora, não saia sozinho de casa!
            - E sei eu precisar? Se mamãe mandar que eu compre pão na padaria?
            - Aí é  diferente, você está obedecendo a mamãe, Deus vai guardá-lo. Entendeu?
           
            Tiago abaixou a cabeça, pensou e respondeu:
            - Entendi. O segredo é obedecer, não é papai?
            - É isso mesmo filhinho.

            Depois de muita conversa, Tiago deu boa noite, orou e dormiu. Até parece que em dormiu porque o sol já estava na sua janela e já era um novo dia. E mais, era feriado. Como Tiago ficou alegre.
            - Entra sol ! Seja  bem vindo aqui no meu quarto. Oh! Que vontade de dar uma volta. Quem sabe até a prai? Como é bom pisar naquela areia tão branquinha...
            Assim pensando, Tiago saiu.
            O que papai havia falado para ele? Que não saísse sozinho de casa.
            Mas ele olhou dos lados, o sol estava quente, havia muita gente na rua e Tiago saiu.
            Feriado é assim, todos estavam passeando. Ninguém indo à escola e nenhum papai ou mamãe indo ao serviço.
            - Oh! Que delicia o dia hoje . Falou Tiago.
            De repente, ele viu um homem pintando uma casa. (Faça o barquinho até ele parece um chapéu de pedreiro).
            - Que vontade de ser pintor! Veja só aquela escada enorme lá em cima! Como eu gostaria de ser pintor!
            E Tiago ficou olhando lá no alto. Que surpresa quando viu o pintor descer e chegar pertinho dele. Então perguntou:
            - Será que o senhor me daria um emprego de pintor? Eu achei tão lindo o senhor lá em cima da casa...
            - É meu filho, é lindo, mas muito perigoso. Se cair de lá de cima a gente morre.
            - Mas será que mesmo assim eu não poderia ser seu empregado?
            - Sim, gostei de você. Pode começar a pintar, mas só aqui embaixo viu?
            E o Tiago colocou o chapéu e começou a pintar (colocar o chapéu na cabeça e levar um grande pincel de pintor, imitando com se estivesse pintando). Mas de repente doeu sua mãozinha e ele largou o grande pincel com tinta (mostrar) (tirar o chapéu).
            - Não dá! É preciso ter um braço muito forte.
            E saiu o menino pela rua, andando, andando.
            - Oh! Quanto carro!, o que será? Incêndio! Pegou fogo na casa que vendia fogos e eles começaram a estourar e o prédio parecia uma bomba.
            Tiago ficou olhando os bombeiros apagarem o fogo. Eles tinham grandes mangueiras e jogavam água em cima da casa que pegou fogo. Era uma gritaria do povo que assistia ao incêndio. E Tiago olhando...de repente gritou:
            - Eu já sei! Vou ser bombeiro! (coloca o chapéu ao contrário, com os bicos para os lados).
            - Eu  sou bombeiro!
            E saiu de onde estava e foi ajudar a apagar o fogo.
            - Ai minha mão! Está toda queimada..
            E era mesmo, sua mão estava queimada e doendo. Ai! Ai!
            - Pronto,não quero mais saber de ser bombeiro!
            E saiu chorando de dor na mão.
            Tiago continuou andando, andando, e , de repente, chegou na praia. Ela estava linda! Algumas crianças brincando na areia com baldinhos, outras jogando bola, e....Tiago viu um barco. Ele estava amarrado com uma corda (acabar de fazer o barco).
            Pensou Tiago: - É isso mesmo! Eu não pude ser pintor e nem bombeiro,mas eu vou ser marinheiro. E, correndo, soltou a corda do barquinho. Subiu nele. O vento suave empurrou o barco para o fundo. As ondas cheias de espuma levantavam o barco com o Tiago dentro. Ele achou muito divertido. Mas, Tiago se deitou dentro dele um pouco, e de repente, não ouviu nenhum barulho. Nem as risadas das crianças, nem as vozes delas. Levantou-se do fundo do barco (você pode colocar um boneco no barco, fazendo de conta que é Tiago).
            -Ué. Falou assustado. ‘’ Não há ninguém por aqui.  Eu preciso voltar para a praia, mais como vou fazer isso?’’ viu que havia dois remos dentro do barco. Tentou mexer com eles mais eram muito pesados e Tiago não tinha forças pra levantar um só, quanto mais dois.
            Oh! O sol esta indo embora! Nuvens pretas começaram a cobrir o céu. E o vento veio soprando e balançando o barco pra lá e pra cá.
            - Ai,que medo! E Tiago se agarrou no barco e ele virou pra lá e pra cá e a água entrou nele.
             Oh! Pensou o menino. Papai me disse ontem para eu não sair de casa sozinho. Mais eu nem percebi. E agora?
             Papai, papai! Gritou o menino.
              Vocês acham que adiantava chamar o pai?
              Imaginem se alguém ia ouvi-lo! Lá tão longe, e com barulho do mar e dos trovões.
              E a chuva caia. Que frio! Todo molhado e com medo ele falou:
              - Eu desobedeci! Nunca mais vou fazer isto!
              Mas, de repende, o barquinho bateu em uma pedra (bata o bico do barco, mostrando para as crianças) e quebrou a ponta do barco.
              - Socorro! – Gritou Tiago.
               Ai! O vento levou o barquinho para mais longe e ele bateu em outra pedra e arrebentou o outro lado do barco( rasgue com suas mão  o outro lado do barco) e a água do mar, misturada com a chuva, entrou ainda mais forte no barco.
             - Socorro! Não tenho onde ficar.
              Então o menino subiu na vela do barco. Era o único lugar. Ficou ali agarradinho, mas as pedras caíram com a chuva e quebraram a vela (rasgue de uma maneira redonda a ponta da vela). E o menino caiu n’água.
              Socorro gritou outra vez (abra a barquinha que virou camisa). E  a sua camisa boiou na água. E ele afundou e subiu outra vez e, então disse:
              -Perdão, Jesus. Eu não sei como pude desobedecer tanto. Livra-me daqui e eu vou ser o menino mais obediente do mundo. E afundou.
              - Tiago, Tiago – uma voz gritou. Era o papai, no meio da tempestade, que estava ali com um barco grande e forte.
              - Tiago! Oh! Veja mamãe, aquela não é a camisinha do Tiago?
              - É sim, é ela!
               E papai puxou a camisinha e viu um cabelo embaixo. Era a cabeça de Tiago. Então ele tirou seu filhinho da água. Estava quase morto. Papai conseguiu tirar a água que seu filhinho havia engolido e... salvou o Tiago. Quando o menino abriu os olhos e viu o papai e a mamãe, começou a chorar e pedir perdão.
              - Você vai me bater papai?
               Eu não. Seu castigo já foi tão grande! Que susto, hein, filhinho? E abraçado com o papai, contou que tinha orado e que nunca mais iria desobedecer. Nunca mais mesmo.
              Papai, quando chegou em casa, pegou a camisa que ele achou boiando, colocou num quadro e pregou no quarto de Tiago. Cada vez que ele olhava sua camisa se lembrava que nunca mais iria desobedecer o papai e a mamãe. E ele foi o filho mais obediente do mundo (Ponha na classe a camisa que você fez contando a história).

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